sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Eventos Clandestinos: O lado obscuro do mundo das lutas!

                                                                                                                      Por: Carol Meneses

Cena do filme O Clube da Luta 
   É verdade que o MMA, está crescendo mais a cada dia, mas paralelo a isso ocorre o crescimento de eventos clandestinos de MMA, e devido à falta de regulamentação, o risco de lesões nos atletas é muito maior. Com intenção de descobrir  um pouco mais desse mundo, falamos com um ex lutador de um desses eventos, como os mesmos são sigilosos, para nos referirmos ao entrevistado usaremos o nome Tyler Durden (nome do personagem interpretado por Brad Pitt no filme Clube da Luta).
   Tyler comenta que no evento em que participou a pessoa era indicada por algum lutador participante do evento, e que não havia nenhuma taxa de inscrição. Esse evento, que conta com o patrocínio de bicheiros, milicianos e outras pessoas com dinheiro e que gostam de MMA, se dividia entre as categorias Pena,Leve, Meio Médio, Médio, Meio Pesado e Pesado, e não tinha nenhuma categoria de MMA feminino. O lutador ganha uma bolsa entre R$ 500,00 e R$1.500,00, e o vencedor dobrava a bolsa.
Imagem do game  Df Jam
  Durden afirma que os eventos são bem sigilosos, e que caso “vaze” tal informação correm sérios riscos de serem fechados, na torcida ficam apenas convidados dos patrocinadores, os lutadores com sua equipe (máximo de 3) e os responsáveis pelo evento, ninguém mais assiste.
   Tyler Durden diz que as principais diferenças entre esses eventos e os legalizados são as bolsas e uma plateia mais aberta. O lutador afirma também que nunca viu, dentro desse evento uma luta arranjada (na minha opinião, isso também é um diferencial para alguns eventos legalizados).
   Ele entrou nesse meio, pois juntou o útil, pois estava desempregado e precisava de dinheiro, não iria roubar e nem fazer mal a ninguém, ao agradável pois, além se ser formado em Boxe Inglês, sempre gostou de “sair na porrada” e sempre acompanhou o MMA, foi aí que um amigo o convidou a participar desses eventos, e ele passou a treinar com amigos que já treinavam Jiu Jitsu e Muay Thai.
   Porém,Tyler já sentiu na pele o peso desses eventos , isso porque após vencer sua quinta luta, levou algumas quedas e sem a devida assistência do evento, ao chegar em casa percebeu ter lesionado a lombar. Nos dois primeiros dias ele mal saia da cama e respirar as vezes doía, usou gelo, alongamentos e anti-inflamatórios, e mesmo assim ficou mal por 1 semana.

    Durden deixa um recado para quem sonha em ser um lutador: “Faça um ótimo trabalho de base. Se você for um faixa branca, adquira todo o conhecimento que um branca pode possuir. Nunca pule faixas ou graduações. Além de fazer seu treino de lutas conjugue com um trabalho de Musculação( Resistência,Força) isso vai evitar suas lesões. Se quiser entrar no MMA acumule o máximo de lutas que puder. O ideal será você socar com precisão e força de um boxeador,finalizar e fazer transições como um lutador de Jiu-Jitsu, derrubar e defender quedas como um Westler e ter a versatilidade de golpes que um lutador de Muay Thai tem. Boa sorte!”

domingo, 9 de agosto de 2015

Projeto Salvação: Artes Marciais para salvar vidas!

                                                                                                           Por: Carol Meneses
     
           O Pastor Reginaldo Reis e seus amigos Magno Silva e Michel Lelis, após uma conversa sobre a carência de uma atividade para os jovens que os fizesse ficar longe de coisas ruins, decidiram montar o projeto Salvação, e escolheram as artes marciais para isso. O nome Salvação surgiu através de uma conversa com alguns jovens da comunidade, quando um desses jovens comentou que “quem trazia a droga para o consumo era o salvador do dia”, porém Reginaldo, como pastor evangélico sabia que a salvação vinha de Deus, assim optou por esse nome para confrontar a afirmação a respeito das drogas.
   O projeto acontece no anexo da Igreja da Assembleia de Deus Ministério Aliança fiel e conta com duas modalidades de lutas, que são: Jiu Jitsu e Muay Thai. E esperam colocar o judô nessa lista logo, e posteriormente acrescentar outras modalidades e criar aulas de reforços para matérias da escola, e também uma sede maior.
  Contudo, engana-se quem acha que é fácil manter esse projeto, afinal com a falta de apoio financeiro fica complicada a compra do material esportivo, mas nada que se compare com a felicidade de saber que está ajudando a afastar os jovens do crime e melhorar o comportamento dos alunos através do esporte. O projeto recebe o apoio da academia Gladius Arena, que fica em Itaipu  Niterói-RJ. Essa parceria acontece na formação dos professores, e Wagner Muniz( dono da academia) é orientador educacional do projeto, e também em uma premiação para os melhores alunos de ter a oportunidade de visitar a Gladius Arena.
   Na opinião de Reginaldo, a maior diferença entre esse projeto e outros que também utilizam as artes marciais para tirar o maior número de pessoas do crime e das drogas (alguns até já conhecidos do blog e de seus leitores), é o acompanhamento de uma equipe de pessoas interessadas em formar além do atleta, um cidadão do bem, inclusive através das palavras de Deus, mas Reis garante que lá não se prega religião, tanto que tem entre seus alunos, evangélicos, espiritas e católicos.

Turmas de Muay Thai e Jiu Jitsu do Projeto
    Reginaldo Reis deixa um recado para quem pretende ingressar no projeto, já tendo praticado artes marciais ou não: “O meu recado na verdade é um apelo aos jovens que estão pensando que ninguém está olhando por eles. Aqui no Projeto Salvação temos um lema: LUTE SEMPRE PELO QUE É ETERNO. Assim como na luta, a vida é uma batalha onde só vence quem estiver melhor preparado.”

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Janaína Quinet: fortalecendo o corpo e a mente

                                                                                                                      Por: Carol Meneses
Janaína Quinet na academia

   Existe um conceito que afirma que os lutadores apenas se preocupam com o corpo e com a força bruta, porém esse conceito é meio equivocado, pois existem muitos lutadores ou praticantes de alguma arte marcial que dividem o tempo com outra profissão importante. Esse é o caso de Janaína Quinet, 25 anos, que é faixa preta de judô e jornalista.
  O início de Janaína, ou Jana como é conhecida pelos seus amigos jornalistas, nas artes marciais ocorreu aos 13 anos por conta da irmã, que iniciou seus treinamentos no judô e convenceu a “guerreirinha” a treinar junto com ela. Ela afirma que o começo foi difícil pois estava acostumada com atividades como ballet, natação e capoeira, e teve grande dificuldade nas quedas, mas se acostumou e hoje não pode viver sem seus treinos
Jana em seu treino de judô
  O melhor lugar para treinos, na opinião de Quinet, é mesmo o tatame da academia, mas também quando tem um tempo convida uma amiga faixa preta para uns treininhos de leve. Jana já teve o sonho de competir, e já participou de competições quando era faixa  verde, mas quando o jornalismo entrou na vida dela resolveu manter apenas os treinos.
   Janaína comenta que tem uma certa dificuldade para conciliar as profissões, pois nem sempre é possível ir treinar, porém como é apaixonada por ambas atividades, a guerreira sempre dá um jeito. Ela espera continuar treinando , e mesmo já sendo faixa preta, comenta que o importante é sempre continuar a aprender, e que na verdade o verdadeiro aprendizado vem após a faixa preta.
   Jana deixa ainda um recado para as mulheres que pretendem praticar alguma arte marcial e comenta um pouco dos benefícios do judô: Bom eu acho que toda mulher é capaz de fazer qualquer atividade. Acho que o judô traz para o praticante não só os benefícios físicos (ganhamos força, agilidade, queima de caloria grande e conhecimentos de autodefesa.), mas para a mente também. Judô é vida.”


sábado, 1 de agosto de 2015

Aulão Beneficente na Team Nogueira Cachambi com Ricardo Evangelista

                                                                                                                        Por: Carol Meneses

    

     O lutador de Jiu-Jitsu, Ricardo Evangelista,  vem diretamente de Abu Dhabi, onde mora atualmente, ministrar um aulão beneficente que acontece na sede Team Nogueira Cachambi  no dia 18 de setembro, às 20h.
     "Jegue", como é conhecido no esporte, derrotou pelo campeonato mundial de Jiu-Jitsu número 1 do mundo, Marcos Vinicius "Bochecha", em Abu Dhabi. Fora esse campeonato conquistado, Ricardo coleciona  outros títulos como o bi campeonato brasileiro, campeonato europeu, 3º lugar no Pan-americano, 3º lugar no World Champion Absoluto, entre outros.
     A decisão de fazer um evento beneficente veio do próprio atleta  que quis unir o amor pelo jiu jitsu com ajudar a quem precisa. A instituição escolhida foi a Amicca( Associação dos Amigos da Infância e do Câncer). Nesse evento o lutador dará várias dicas e falará da sua vida dentro e fora dos tatames. O evento é aberto ao público, mas as vagas serão limitadas.
      Os alunos da TNC estão isentos da taxa de inscrição, mas precisam doar 3 quilos de alimento não perecível, já os que não são alunos além da doação ainda pagam a taxa de R$30.00. Se interessou e quer se inscrever, então compareça à academia que fica na rua   Garcia Redondo, n°163, Cachambi. Maires informações pelo telefone (21)3173-0112.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Desvendando a importância do Panggamut com Richard Clarke

                                                                                                           Por: Carol Meneses

    Quem acompanha o blog há algum tempo já conhece  Richard Clarke, Mestre faixa preta de Kali Silat e Kombato. Ele volta ao Lutas de AaZ para explicar um pouco mais dessa luta. Na verdade, essa modalidade faz parte do treinamento do Kali Silat, uma arte marcial filipena, sendo que esse treinamento ocorre depois que o aluno consegue a faixa preta. Alguns instrutores ocidentais ensinam o Panngamut como uma arte marcial própria, mas nas Filipinas é utilizada indissociável do Kali.
   Essa arte é composta por técnicas como socos, cotoveladas, cabeçadas e golpes com o ombro, chutes baixos, joelhadas, rasteiras nas pernas. Dentre os golpes de chutes pode-se chutar canelas, joelhos, e pasmem, genitais (algumas escolas separam a parte de chute em um grupo separado chamado pananjakman, que conta quase apenas com os chutes e usa os braços apenas como estratégia de defesa). A parte de chão fica por conta do Dumog, o chão filipino, que usa golpes como trancadas chaves torções etc. Devido a essa variedade de golpes  é possível queimar diversas calorias em um treino.
   Panggamut não é esporte, e nem defesa pessoal, mas sim um sistema de combate orientado para o corpo-a-corpo, para o combate com um homem nas ruas, ou mesmo conflitos como guerra. As técnicas não foram adaptadas para a segurança dos praticantes, ou para as leis do nosso país, ou, simplesmente, para um conjunto de regras de competição, portanto, ela tem uma reputação como "luta suja de rua" ou um verdadeiro vale tudo, mesmo nas Filipinas. Mas nem tudo é 8 ou 80, tudo depende da própria pessoa para transformá-la em uma luta suja ou abrir um leque maior de alternativas para se defender ou a quem você ama, afinal  como essa luta contém muitos movimentos explosivos e brutais, tem parte importante na concepção do Kombato, que é um Sistema orientado para segurança e defesa realística nas ruas, ou seja esse treinamento é importante e benéfico para graduados em Kickboxing, Muay Thai, Boxe inglês, Savate, entre outras, devido ao uso de técnicas variadas.
   Contudo, quando utilizado para workshops, o Panggamut pode ser praticado por pessoas de 8 a 80 anos pois não tem idade para aprender uma arte marcial ou sistema de lutas, salvo quando o treinamento utiliza armas, aí a idade inicial vai para 18 anos. A vantagem dessa arte marcial para quem já pratica algum estilo de lutas é aumentar o leque de técnicas e enxergar novos horizontes. Esse último acontece porque o treino pode ser feito em qualquer local, afinal onde tem um aluno existe um bom treino. Richard ministra aulas desse esporte na Academia Marzullo em Icaraí-Niterói, e na academia Gladius em Piratininga-Nierói, e convida a todos a fazerem uma aula experimental e sentir na pele essas técnicas de combate.
   Clarke deixou ainda um recado para todos que pretendem iniciar em alguma arte marcial, ou para aqueles que são graduados e querem aprimorar suas técnicas com o Panggamut:  “Toda arte marcial tem importância cultural na formação da pessoa, caráter é a principal! Treine com um bom mestre, hoje no Brasil somente eu e meu Mestre Paulo Albuquerque ensinamos a essência do Panggamut, depois de muitos anos de treinamento eu resolvi ministrar workshop, não é todo mundo que chega numa faixa preta de kali silat, é muito dificil. Masguru (Mestre) Richard Clarke faixa preta 4 hagdan 4 grau preto) de Kali Silat e kombato ( Ciencia da proteção ).
  E aí, curtiu e quer saber mais sobre essa arte marcial filipina? Entre no blog:http://braziliankaliman.blogspot.com.br/2010/06/relacionamento-entre-o-boxe-ingles-e-o.html?spref=fb&m=1 e depois agende sua aula experimental em uma dessas academias.
Academia Marzullo: (21) 2705-7941
Academia Gladius: (21) 3254-4180





segunda-feira, 20 de julho de 2015

Alessandro Novaes: Jiu Jitsu com filosofia do Judô

                                                                                                                              Por: Carol Meneses
Alessandro com suas medalhas na estação das Docas

      O guerreiro Alessandro Novaes, 37 anos, iniciou  sua trajetória dentro das artes marciais no Judô, e na verdade nem tinha interesse em outras artes marciais, até que aceitou um dos inúmeros convites,  de um primo, para ir em um treino de Jiu Jitsu na Apan(academia do Lyoto Machida, em Belém) com o mestre Bruno. Uma semana depois do ocorrido ele largou o judô, pois  descobriu  a força e eficiência que o Jiu Jitsu possui.
Com seus alunos, ensinando a filosofia do Judô.
     Alessandro era um atleta do Jiu Jitsu com a filosofia do Judô, até que   pelo temor de que algumas atitudes( como entrar no tatame sem pedir,andar descalços e entrar no tatame,..)  acabassem  com essa arte marcial tão linda ele decidiu virar professor de JJ e aplicar a filosofia do judô com seus alunos.
     Além do Jiu Jitsu, onde conquistou alguns campeonatos, inclusive o internacional, Novaes treina Boxe. Por falar em treino, o guerreiro acha importante, algumas vezes, fazer o treino fora do ambiente da academia, e acredita que os melhores locais para essas aulas extra-academia são aqueles perto da natureza, pois assim o aluno pode sentir a paz interior necessário ao esporte.

   O campeonato classificado como mais importante pelo atleta, foi   um dos campeonatos mundiais que o atleta participou, sendo que neste ele estava doente e, mesmo assim, conquistou a medalha de prata. Alessandro confessa que já foi prejudicado por decisão do árbitro em algumas lutas, inclusive uma vez foi na semifinal de um campeonato brasileiro desse esporte, quando parou ao lado do oponente e o árbitro não pontuou, depois derrubou novamente o adversário e nada de pontos, mas nem mesmo esses erros de arbitragem o tiraram do pódio, ficando em terceiro lugar.
Kimono e faixa
   O guerreiro espera , com a graça de Deus, ter força para continuar praticando e ensinado a modalidade para o resto da vida. Por falar em ensinar, Alessandro deixou ainda um recado para aqueles que sonham em praticar alguma arte marcial : "Por mais que você seja considerado o melhor na arte marcial que seja do seu gosto,nunca perca sua Humildade."

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Benito Tavares Macapá: pensou em saúde, e ganhou muito mais.

                                                                                                                                   Por: Carol Meneses
Representante do Amapá(Reprodução:Facebook)
       A história desse guerreiro, é diferente da maioria das outras histórias contadas aqui no blog. Benito Tavares, 37 anos, começou a treinar Jiu Jitsu há dez anos , pois não gostava de musculação, porém precisava emagrecer para conquistar a saúde desejada e uma melhora na autoestima, ele pesava 105 quilos. Benito, então se apaixonou pelas artes marciais e passou a praticar, junto com o Jiu Jitsu, Muay Thai e Boxe.
   O guerreiro acha que o melhor lugar para treinar continua sendo a boa e tradicional academia, por sinal, como a academia que frequentava fechou, ele teve que procurar outro lugar para treinar, e assim conheceu um professor de Muay Thai que percebeu uma qualidade técnica e que ele tinha futuro no MMA.  Hoje Benito tem um cartel de 5 vitórias e 3 derrotas nesse esporte.
Luta do Shooto 54 (Reprodução: Facebook do lutador)
   As artes marciais trouxeram grandes benefícios ao lutador, como uma melhor forma física, mais saúde e maior autoestima, mas ainda é pouco para o guerreiro que pensa em melhorar tanto tecnicamente no esporte, quanto de vida, e espera ainda ser reconhecido. Sua melhor luta até agora,na opinião do atleta, foi contra o ex- UFC Ronys Torres pelo Shooto 54, primeiro pelo fato de ter aceitado a  batalha faltando apenas uma semana, e segundo porque todos diziam que ele perderia logo no primeiro round, porém ele lutou com toda garra e perdeu por pontos na decisão dos juízes.
   Benito “ Macapá” Tavares deixou ainda um recado para aqueles que pretendem entrar em alguma arte marcial:
O que posso dizer, é que, seja qual for a modalidade a pessoa passa a ter uma qualidade de vida melhor, vai melhorar a autoestima e vai ter uma nova visão da vida um exemplo eu pesava 105 quilos, hoje luto na categoria leve, que é a de 70 Kg.”